
A cidade — um dos cartões-postais mais cobiçados por viajantes brasileiros e estrangeiros — está vivendo um daqueles raros momentos em que o cotidiano urbano, tantas vezes marcado pela repetição de velhos problemas, ganha novas cores. E o protagonista dessa reviravolta é um gestor jovem na política, eleito após uma disputa acirrada e com o decisivo apoio do governo estadual. Pouco conhecido até então, e visto como inexperiente por parte do eleitorado, ele surpreendeu — e muito — já em seu primeiro ano de mandato.
Tradicionalmente, prefeitos iniciam suas gestões com o discurso conhecido: é preciso “arrumar a casa”, fazer diagnósticos, rever contratos, entender o tamanho da máquina pública. A população, por sua vez, se resigna ao marasmo da espera, aguardando que os resultados palpáveis só comecem a surgir no segundo ou até terceiro ano. Mas, desta vez, o roteiro foi outro — e a cidade percebeu.
O novo gestor, apoiado por uma base política que apostou alto em sua capacidade de romper com velhos ciclos, adotou uma estratégia agressiva de reorganização e entrega. Em doze meses, apresentou avanços que, segundo moradores mais antigos, não eram vistos há décadas. Obras estruturantes retomadas, serviços públicos reorganizados, comunicação transparente e um calendário turístico reavivado recolocaram o município no mapa de boas práticas administrativas.
O impacto também foi simbólico. Durante anos, a cidade esteve sob o comando de sucessivas gestões compostas por “filhos da terra”, políticos tradicionais que, apesar da familiaridade com a região, deixaram pouco legado concreto. A ascensão de um gestor “de fora do círculo” que prometeu — e entregou — renovação causou estranhamento no início, mas hoje se traduz em aprovação crescente.
Especialistas em administração pública ressaltam que o fator determinante parece ter sido a combinação de planejamento técnico e disposição política para romper com vícios antigos. Já empreendedores do setor turístico, essenciais para a economia local, relatam melhorias na infraestrutura de acesso, ordenamento de serviços e valorização da imagem da cidade nos circuitos nacionais e internacionais.
Ainda é cedo para prever se o ritmo será mantido ao longo dos próximos anos. Porém, o primeiro ciclo dessa nova administração deixa um recado claro: quando há estratégia, vontade política e integração com o governo estadual, o “tempo de arrumar a casa” pode ser muito mais curto do que se dizia — e as mudanças, muito mais profundas do que se imaginava.






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